ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E ACESSOS À PROPRIEDADE PRIVADA

Este artigo tem por objetivo esclarecer os poderes da Administração Pública, suas atribuições segundo o ordenamento jurídico da nação, e de que forma afetam as atividades do controle de acesso às empresas privadas, condomínios residenciais, comerciais e industriais.

À Administração Pública foi concedida o Poder de Polícia conforme consta no Art. 78, da LEI N° 5.172, de 25 de outubro 1966, do Código Tributário Nacional, que assim reza:

“Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos”.

Conforme Meirelles (2012, p. 137) Poder de Polícia, “é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado”.

Conforme vimos, o Poder de Polícia é uma atividade administrativa, de acordo a sua competência de atuação, que atua em benefício da coletividade, portanto é concedido poderes para que seja usufruída por todos. A organização do exercício de sua atividade é realizada em quatro fases denominadas de Fases do Exercício de Poder de Polícia, que são:

  • Ordem de Polícia;
  • Consentimento de Polícia;
  • Fiscalização de Polícia; e
  • Sanção de Polícia.

Não podemos confundir Poder de Polícia e Segurança Pública, pois a primeira como já vimos, é atribuição da Administração Pública, já a segunda é de competências dos Órgãos Policiais conforme previsto no Art. 144 da CRFB.

O artigo 144 da CRFB, descreve quais os órgãos e atribuições de Segurança Pública institucionalizados:

 A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

        I –  polícia federal;

        II –  polícia rodoviária federal;

        III –  polícia ferroviária federal;

        IV –  polícias civis;

        V –  polícias militares e corpos de bombeiros militares”.

[…]

  • 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei”.

O Ciclo de Completo de Polícia que são realizados pela Segurança Pública tem 03 (três) estágios:

  • Fase da Normalidade;
  • Fase da Anormalidade; e
  • Fase da Investigação.

Assim sendo, os órgãos da Administração Pública nas suas atribuições dentro das fases de Polícia, e principalmente na fase de fiscalização, possuem competência para adentrar nas empresas privadas e nos condomínios para exercerem suas atividades como a de fiscalização, assim como os órgãos de Segurança Pública também possuem o mesmo direito de acesso no desempenho de suas funções.

Outra situação importante a saber é quando algum órgão de Segurança Pública ou qualquer outro órgão ou pessoa que está no desempenho ou auxílio em situações de risco iminente, de calamidade pública, ou em situações de desastre, tem seu acesso liberado, mediante a identificação da necessidade acima citada, pois segundo o artigo 18 da LEI N° 12.608, de 10 de Abril de 2012.

O que compete às portarias é a permissão de acesso dos órgãos da Administração Pública e dos órgãos de Segurança Pública de acordo com a classificação de acesso das empresas privadas e dos condomínios mediante as seguintes regras:

  • Identificação do funcionário público, mediante as seguintes comprovações:
    1. Documento comprobatório do motivo de seu acesso expedido pelo órgão da Administração Pública;
    2. Identificação funcional do órgão da Administração Pública; e
    3. Documento de identificação com foto.
  • Comunicação ao responsável no caso de empresa, ao morador, zelador, administrador, e ou síndico, no caso de condomínios, sobre a presença e acesso do funcionário da Administração Pública, ou órgão Público de Segurança.

Cabe ressaltar que a permissão de acesso independerá da autorização do responsável, gestor, morador, zelador, administrador, e ou síndico.  Por isso a necessidade de identificação, comunicação e colaboração aos funcionários públicos no exercício de suas funções.

REFERÊNCIAS

 BRASIL. Artigo 114, § 8° da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em 14 abr. 2017.

_______.Lei Nº 5.172, de 25 de outubro 1966. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5172.htm. Acesso em 14 abr. 2017.

_______.Lei Nº 12.608, de 10 de Abril de 2012. Disponível em : http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm. Acesso em 27 jun. 2017.

_______.PEC 534/2002. http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=50573. Acesso em 14 abr. 2017.

_______.DECRETO Nº 7.257, de 4 de Agosto de 2010. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/Decreto/D7257.htm.  Acesso em 27 jun. 2017.

_______.DECRETO-LEI No 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm. Acesso em 27 jun. 2017.

COLPANI, Clóvis Lopes; Sistema Nacional de Segurança: Livro didático virtual. Palhoça: Unisul Virtual, 2015.

MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, São Paulo: Malheiros  Editores, 36° Edição, (2010, p. 134).

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GESTIÓN DE SEGURIDAD PATRIMONIAL: Aplicación del método PDCA

Hemos observado que muchos gestores de seguridad patrimonial se muestran insatisfechos con su actuación debido a la falta de inversiones en seguridad y que sólo se recuerda su rama cuando una gran pérdida ocurre.

¿Por qué ocurre? ¿No están enterados los directores de los riesgos a que está expuesta su empresa, bien como de las pérdidas que pueden ocurrir, con los consecuentes perjuicios? ¿O habrá otras razones para esa falta de inversiones en el área de seguridad patrimonial?

Es consabido que en muchas empresas no hay demasiadas preocupaciones por esta área y la razón es que hay poca oferta de profesionales calificados y con experiencia en el segmento. Es un hecho que la gran mayoría de esos profesionales no se preocupan por el resultado financiero del negocio de las empresas en las cuales trabajan, no están al tanto de cuál es el costo efectivo que su sector representa en el contexto general, ateniéndose sólo a la operación en sí misma y no a los procesos gerenciales, estando privados de las capacidades de hacer análisis gerenciales estratégicas, es decir, poseen perfiles operacionales. Corroborando estos hechos, la mayoría de las formaciones académicas del sector aún siguen ese modelo antiguo, o sea, que abordan solamente disciplinas operacionales, no presentan siquiera un mínimo de cuestión es básicas acerca de gestión de procesos administrativos y gerenciales.

En ese contexto, se hace importante situar y aclarar dónde la Gestión de Seguridad Patrimonial se sitúa en el organograma de una empresa. Apuntar cuál es su función y señalar cómo ayuda toda la organización a lograr los resultados de las metas estratégicas.

Si por una parte hay empresas que poco o ningún relieve le prestan a la seguridad patrimonial, es apropiado recordar que, por otra, las hay organizadas de modo a tener este sector específico con metas bien definidas y donde está muy bien valorado, con aporte de recursos para una excelente gestión.

El maestro en administración Profesor Falconi hace notar que el éxito en una gestión depende de tres factores: conocimiento, liderazgo y método. El método PDCA se viene utilizando por la mayoría de las empresas exitosas, con excelentes resultados. El método es simple, sin embargo pocas empresas logran aplicarlo, por la dificultad de tener un ritual.

Cuando se habla se Seguridad Patrimonial, la inteligencia en riesgos es la clave necesaria para el entendimiento y la utilización de las herramientas y metodologías del Profesor Doctor Antonio Celso Ribeiro Brasiliano son un acceso directo para quienes tengan como fin Gestión de Resultados.

La Gestión de Seguridad Profesional tiene como objetivo la reducción de pérdidas, con fin a que la empresa sea más competitiva y alcance los resultados de las metas estratégicas. Brasiliano clasifica las pérdidas en cuatro categorías: financiera, imagen, compliance y operacional. Pérdidas en cualquiera de esas categorías afectan al resultado estratégico de la empresa y de ahí la importancia del gerenciamiento de riesgos corporativos, que abarca a todos los campos de una empresa en la cual la seguridad patrimonial se insiere.

La manera práctica de utilizarse los métodos para lograr las metas de seguridad patrimonial requiere un buen planeamiento. Se recomienda iniciar por el entendimiento de las directrices, políticas, estrategias y negocios de la empresa, entre otros puntos importantes que explican el negocio, para entonces crear un organograma específico y situar la Seguridad Patrimonial en la jerarquía de la organización.  Como complemento, se hace necesario la creación de diagramas de flujo que hagan claros los procesos y subprocesos de la Seguridad Patrimonial, bien como la construcción de Procedimientos Operacionales – POP´S para que cada integrante del equipo sepa qué se espera de él, especificando cuáles son sus atribuciones. Otra acción necesaria dentro del planeamiento es la elaboración de metas para cada proceso y subproceso de todos los involucrados.

Hecho eso, es la hora de aplicar lo que fue planeado para las actividades rutinarias, seguido de la verificación de los indicadores para tener ciencia de si lo que se está realizando está de acuerdo a lo previsto. A partir de eso, siguiendo la metodología PDCA, se debe ajustar los procedimientos que no hayan alcanzado las metas, y que necesiten ajustes, ya en el planeamiento, ya en la ejecución.

A los interesados que quieran sobresalir en ese mercado que crece de forma exponencial, se recomienda las siguientes reflexiones:

¿Tiene usted listas en su planeamiento las metas estratégicas concernientes a la Gestión de Seguridad Patrimonial, bien como las metas para los niveles gerenciales y operacionales? En caso contrario, hágalo lo más rápido posible, pues sin metas claras y definidas difícilmente se lograrán los objetivos.

¿Cuál la importancia del líder para que todos los integrantes se sientan miembros de un único equipo? ¿Cómo ser un verdadero líder que motiva las personas a cumplir metas y ser felices? El líder juega un papel fundamental para el éxito de una gestión eficaz.

El libro “Gestión de Seguridad Patrimonial: aplicación del método PDCA” aborda a todos estos temas de forma simple, enseñando la utilización del método PDCA en los procesos de Gestión de Seguridad Patrimonial.

Carlos Köhler
Diplomado en Seguridad Pública, Pos Grado en Seguridad Privada, CEO del Grupo CINDAPA, CPSI, CISI, MBS y CRA.

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GESTÃO DA SEGURANÇA PATRIMONIAL: Aplicação do método PDCA

Temos observado que muitos gestores de segurança patrimonial estão insatisfeitos com sua atuação devido à falta de investimentos em segurança e que o seu setor só é visto quando alguma grande perda ocorre.

Por que isso acontece? Será que os diretores não sabem os riscos que a empresa está exposta, bem como as perdas que podem ocorrer, gerando prejuízos? Ou há outros motivos para essa “falta” de investimentos na área de segurança patrimonial?

Sabe-se que em muitas empresas não há preocupação com essa área e o motivo é que existe pouca oferta de profissionais qualificados com experiência no segmento. O fato é que a grande maioria desses profissionais não está preocupada com o resultado financeiro do negócio das empresas em que trabalham, não sabem qual é o custo efetivo que o seu setor representa no contexto geral e estão focados somente na operação em si e não nos processos gerenciais e não possuem a capacidade de fazer análises gerenciais e estratégicas, enfim, possuem perfis operacionais. Para corroborar a isso, a maioria das formações acadêmicas do setor ainda acompanham esse modelo antigo, ou seja, abordam somente disciplinas operacionais, não apresentando no mínimo questões básicas de gestão de processos administrativos e gerenciais.

Nesse contexto, é importante situar e clarificar onde a Gestão da Segurança Patrimonial se encontra no organograma de uma empresa. Destacar qual é a função dela e sinalizar como ela ajuda toda empresa alcançar os resultados das metas estratégicas.

Se por um lado, há empresas que pouco ou nada observam em relação à segurança patrimonial, vale lembrar que, por outro lado, há empresas organizadas que têm esse setor específico e com metas bem definidas e que são muito bem vistos, recebendo recursos para uma excelente gestão.

O Mestre em administração, professor Falconi enfatiza que o sucesso de uma gestão depende de três fatores: conhecimento, liderança e método. O método PDCA tem sido utilizado pela maioria das empresas de sucesso, obtendo excelentes resultados. O método é simples, porém poucas empresas conseguem aplicar, pela dificuldade em ter um ritual.

Quando se fala em Segurança Patrimonial, a inteligência em riscos é a chave necessária do conhecimento e a utilização de ferramentas e metodologias do Prof. Dr. Antônio Celso Ribeiro Brasiliano são um atalho para quem almeja uma Gestão de Resultados.

A Gestão em Segurança Patrimonial tem como objetivo a redução das perdas, para que a empresa possa ser mais competitiva e alcançar os resultados das metas estratégicas. Brasiliano classifica as perdas em quatro categorias: financeiro, imagem, “compliance” e operacional. Perdas em qualquer uma dessas categorias, afeta o resultado estratégico da empresa e por isso a importância do gerenciamento de riscos corporativos, que abrange todos os campos de uma empresa no qual a segurança patrimonial está inserida.

A maneira prática de utilização dos métodos para se alcançar as metas da Segurança Patrimonial requer um bom planejamento. Recomenda-se iniciar pelo entendimento das diretrizes, políticas, estratégias e negócios da empresa, entre outros pontos importantes que explicam o negócio, para daí criar um organograma específico e localizar a Segurança Patrimonial na hierarquia da empresa. Complementarmente, faz-se necessário a criação de fluxogramas para deixar claro os processos e subprocessos da Segurança Patrimonial, assim como a confecção de Procedimentos Operacionais – POP´S para que cada integrante da equipe saiba o que se espera dele, especificando quais são suas atribuições. Outra ação necessária dentro do planejamento é a elaboração de metas para cada processo e subprocesso de todos envolvidos.

Feito isso, é hora de aplicar o que foi planejado nas atividades de rotina, seguido pela verificação dos indicadores para sabermos se o que está sendo realizado está conforme o previsto. A partir disso, seguindo na metodologia do PDCA, devemos ajustar os procedimentos que não alcançaram as metas, e que precisam de ajustes, ou no planejamento ou na execução.

Aos interessados que queiram se destacar nesse mercado que cresce de forma exponencialmente, cabe as seguintes reflexões:

Você já tem no seu planejamento as metas estratégicas da Gestão da Segurança Patrimonial, bem como metas para os níveis gerenciais e operacionais? Se não, faça quanto antes, pois sem metas claras e definidas, dificilmente se alcançarão os objetivos.

Qual a importância do líder para que todos os integrantes sejam membros de um único time? Como ser um verdadeiro Líder que motiva as pessoas a alcançarem metas e serem felizes? O Líder tem um papel fundamental para o sucesso de uma Gestão eficaz.

O livro “GESTÃO DA SEGURANÇA PATRIMONIAL: aplicação do método PDCA”, aborda todos estes temas de forma simples, ensinando a utilização do método PDCA nos processos da Gestão de Segurança Patrimonial.

Carlos Köhler
Graduado em Segurança Pública, Pós Graduando em Segurança Privada, CEO do Grupo CINDAPA, CPSI, CISI, MBS e CRA.

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A INTELIGÊNCIA NO MUNDO COMPETITIVO

Saímos recentemente da era industrial onde as empresas se tornavam mais competitivas aquelas que tinham maior capacidade de produção no menor tempo, pois até então os produtos visam a qualidade e quase tudo era realizado de forma artesanal, com o surgimento da II Guerra Mundial o advento da tecnologia ganhou força para a produção em massa, no entanto agora estamos na era do conhecimento, o progresso tecnológico, com a rápida modernização dos computadores, nos setores eletrônicos, da  saúde, das comunicações, permitiram as rápidas mudanças que o conhecimento permite. Sabedores disso voltemos a atenção aos benefícios que a inteligência permite para as empresas serem mais competitivas.
A atividade de inteligência é a atividade para produção de conhecimentos para assessorar o processo decisório de qualquer nível organizacional de uma instituição, cuja finalidade é preencher lacunas existentes no conhecimento do usuário, com a permitindo a tomada de decisão em melhores condições, e é nesse sentido que as organizações tem se utilizado dela para possibilitar identificar as necessidades futuras, como será de útil ao usuário, e é conseguido pela observação e estudo de dados e informações, considerando as variáveis internas e externas. A geração da inteligência se dá pela forma criativa em solucionar problemas, ou diminuição de custos, trabalhos realizados, melhoria em produtos ou processos, e sendo pioneira na sua produção e disponibilização aos usuários.
Um exemplo clássico é a produção de vários softwares que facilitam o armazenamento, processamento e disponibilização das informações de forma ordenada aos usuários. Outro exemplo de inteligência competitiva foi a produção de energia eólica e energia fotovoltaica – solar, numa era onde a energia elétrica tem sido tema de muitas discussões devido a origem de produção que afeta o meio ambiente, bem com a escassez de água mundial. As empresas que usaram a inteligência, identificando a necessidade dos usuários mundiais em resolver este problema e criação de alternativas “limpas” e renováveis saíram na frente e ganharam amplamente espaço no mercado de energia. Outro exemplo de inovação no segmento da comunicação foi a criação de comunicação sobre a internet, onde o usuário não necessita realizar uma ligação telefônica, necessitando de uma operadora, e sim a comunicação por texto ou por voz pela internet como o WhatsApp, cuja tecnologia por meio da internet e de um aplicativo permitiu a aproximação das pessoas, das informações a um custo muito menor.
O futuro das organizações depende de quanto conseguirão oferecer melhores condições aos usuários, em todos os nichos de mercado, não apenas em tecnologia, que é o que prontamente pensamos, pois, melhorar e criar é inovar, e inovação pode ser desde os mais simples processos ou bens, como naqueles mais complexos e tecnológicos.
Assim sendo, percebemos que atualmente o valor é dado ao saber do ser, que a inteligência pode trazer vantagens competitivas às organizações possibilitando a sua sobrevivência e crescimento. A inteligência permite o preenchimento de lacunas existentes no conhecimento do usuário, subsidiando para a tomada de decisões, e além disso, o resultado da inteligência nas organizações tem permitido ofertar melhores condições de vida, para toda a população mundial.
FONTE:
INTELIGÊNCIA – ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA PRIVADA. Livro Digital, Didático Unisul – Palhoça, Unisul Virtual 2013.
PORÉM, Maria Eugênia; SANTOS, Vanessa Cristina Bissoli dos, BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Vantagem competitiva nas empresas contemporâneas: a informação e a inteligência competitiva na tomada de decisões estratégicas. INTEXTO, E-ISSN 1807-8583. Disponível em  http://seer.ufrgs.br/intexto/article/viewFile/22959/23493
LASTRES, Helena Maria Martins; ALBAGLI, Sarita; LEMOS, Cristina; LEGEY, Liz-Rejane. Desafios e Oportunidades da Era do Conhecimento. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392002000300009
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SEGURANÇA: ALIADA OU INIMIGA DA EMPRESA

Tenho observado incontáveis reclamações de gestores de segurança patrimonial privada sobre os investimentos que as empresas fazem em segurança, segundo eles os valores são muito aquém do que deveria, daí vem a pergunta: “quanto a empresa deve investir em segurança?” Muitos respondem que quando se trata de uma vida, esta não tem preço, portanto os investimentos não devem ser subestimados, devem sempre estar em primeiro lugar, dando a entender que deve ser muito.
Vejamos o exemplo da empresa de entretenimento The Walt Disney Company, a Disney como a conhecemos, que tem como matrizes de prioridades, ou matriz de integração a Segurança, Cortesia, Show e Eficiência. Assim sendo, para todos os funcionários da Disney que se depararem com uma situação, e precisam decidir o que fazer, estas 04 (quatro) matrizes deverão nortear suas ações, ou seja, na dúvida, decida pela Segurança, Cortesia, Show e Eficiência. Podemos perceber que para empresa The Walt Disney Company, a segurança é um requisito fundamental para o seu negócio de entretenimento.
Vamos agora ao exemplo de matriz de prioridades em uma residência de um gestor de segurança que mora numa metrópole: quanto este investe em segurança? Quanto investe em alarmes, câmeras, eclusas, guaritas, muros, concertinas, vigilância, segurança pessoal para seus filhos, etc., deixa de comprar um smartphone, um novo carro, uma viagem em troca destes mitigadores acima citados?
Fiz esta analogia para refletirmos que todos sem exceção correm um certo risco, ou seja, de uma forma ou de outra, todos arriscam diariamente suas vidas e seu patrimônio, assim se dá numa empresa, partindo do pressuposto que seguem as normas de segurança contida nos requisitos legais.
Assim sendo, tanto as empresas como as pessoas, conscientes ou não, buscam o equilíbrio entre o risco e o negócio, os riscos dos bens em relação a lucratividade, e os riscos da vida sobre os prazeres e confortos da vida. Uma pessoa que pensa e age somente na segurança, não sai de casa, não se diverte, sim até porque nos locais que tem nas suas matrizes de prioridades a segurança, houveram acidentes e mortes.
Esta é uma das chaves do castelo: o equilíbrio, e compete a cada pessoa, e a cada empresa buscar este equilíbrio.
Vamos voltar a questão de quanto as empresas investem em segurança, o que deveria ser o ideal. Vamos começar pela continuidade de sua existência, e sempre na linha de que as normas sejam cumpridas, analisamos o caso das empresas que realizam investimentos iguais ou maiores que a lucratividade do negócio, vão inviabilizar a empresa, ou seja, melhor colocar o dinheiro no banco, ou realizar aplicações e ganhar seus dividendos do que continuar no negócio, sim esta empresa não achou o equilíbrio, investiu mais em segurança menosprezando a lucratividade e continuidade. Na vida pessoal ocorre o mesmo, se investir tudo na segurança, ninguém sairá de casa, não vão se divertir, não vão viajar, etc.
Esta é a questão: o equilíbrio, e o quanto nos arriscamos.
Em uma empresa não é diferente, o quanto será investido para a segurança de um determinado numerário, mercadoria, equipamentos dependerá do resultado de um estudo de análise de risco, com sua probabilidade projetiva e prospectiva, versus o impacto. A empresa decidira entre algumas opções, como: aceitar correr o risco, poderá transferir o risco, para uma seguradora por exemplo, ou poderá diminuir a probabilidade e impacto com certo valor de investimento em mitigadores, e neste caso, novamente realizamos a conta para chegar no equilíbrio.
Os gestores de todos os departamentos devem conhecer e trabalhar para alcançarem os objetivos estratégicos da empresa, definidos nas suas diretrizes, e caso não estiverem de acordo com os seus valores, ou seja, as formas de alcançar, procure outra empresa que tenha estes seus valores, simples assim, caso contrário, a insatisfação tomará conta de você e estará eternamente tentando encontrar em palestras e artigos motivacionais que despertem a chama de motivação que te deem energia para trabalhar e “lutar” neste desafio – o da segurança; não estou querendo dizer que sou contra as palestras e artigos motivacionais, longe disso, pois existem bons palestrantes e escritores, mas ficar parado e se considerando o “patinho feio”, não dá!
Não é só na segurança que isso acontece, são em todos os setores sem exceção, converse com o pessoal do marketing, da gestão de pessoas, do comercial, da logística, todos podem se sentir os “patinhos feios” quando não entendem que fazem parte de um todo, por isso devemos ter uma visão holística de toda a empresa, responda as seguintes perguntas: onde me encontro no contexto da empresa? O que a empresa espera de mim? Quais os meus objetivos e metas?  Uma meta bem definida com indicador de resultado é vital para assegurar a motivação do time de qualquer departamento em uma empresa.
Para conseguir investimentos na área de segurança, por exemplo, faça um planejamento bem estruturado baseado em fatos e números, justificando que o investimento compensará a perda, é desta forma que conseguirá a aprovação para um investimento.
Claro que existem empresários que contam somente com a sorte e que não realizam planejamento, há todos os tipos de pessoas e empresas, portanto, procure aquelas que comentei a pouco, aquelas que tem os mesmos valores que você.
A segurança sempre é e sempre será aliada da empresa, quer haja planejamento ou não, quer seja implícito ou explicito, o que o gestor precisa, é justificar com números e fatos, com um bom planejamento baseado em informações de análise projetiva e prospectiva, e com metas definidas como comentamos a pouco, este é o caminho mais curto! Quem não vai concordar em realizar um investimento de “x” valor se comprovado que a perda será maior que isso? Quando realizado o estudo desta forma, o CEO vai imediatamente perguntar “onde eu assino”?
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SEGURANÇA PÚBLICA – Rio Grande do Sul

No estado do Rio Grande do Sul, os delitos têm aumentado principalmente nos últimos cinco anos, furtos e extorsão tem sido os únicos a diminuírem, os demais como roubo, furto e roubo de veículo, homicídios, tráfico, homicídio doloso, tem aumentado, segundo os índices da Secretaria de Segurança Pública.

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Fonte: SSP – RS

O governo do estado do Rio Grande do Sul solicitou apoio da Força Nacional de Segurança após a crescente onda de homicídios, e o secretário de segurança pública do Rio Grande do Sul Wantuir Jacini, pediu exoneração no dia 25 de agosto último após uma mulher ter sido morta a tiros em frente a uma escola, no bairro Higienópolis, na Zona Norte de Porto Alegre. Segundo a Agência Brasil EBC afirmou que segundo os estudos “nos últimos cinco anos, a incidência de roubo de cargas no Brasil aumentou 48%, com um prejuízo acumulado de R$ 5 bilhões”.

Estes aumentos crescentes de perdas/prejuízos para as empresas, tem contribuído para aumento nas proteções físicas e patrimoniais, segundo a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transportes de Valores, o faturamento nominal do setor de segurança privada aumentou de 7 Bilhões em 2002 para 50 bilhões em 2015 Estimativa, devido a pesquisa ser de 2014), já a Associação das Indústrias de Segurança no Brasil (SIA), anunciou que o setor cresce, em média, 20% ao ano, a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE, divulgou que o setor de segurança eletrônica movimenta mais de R$ 4 bilhões/ano no Brasil e cresce mais de 10% a cada ano. Estes dados vêm demonstrando claramente que devido aos prejuízos/perdas geradas pelos aumentos dos delitos, as empresas estão investindo cada vez mais na proteção de seus patrimônios: de pessoas e dos bens.

Fonte:

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/08/forca-nacional-chega-porto-alegre-para-reforcar-seguranca-publica.html

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/08/secretario-de-seguranca-do-rs-deixa-cargo-apos-mulher-ser-morta-tiros.html

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-08/roubo-de-cargas-aumenta-10-no-brasil-diz-pesquisa

IV Estudo do Setor da Segurança Privada da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transportes de Valores. Edição Junho de 2014.

http://www.iscbrasil.com.br/Multimidia/Releases/Releases-do-Evento/MERCADO-DE-SEGURANCA-CRESCE-20-AO-ANO-E-ISC-BRASIL-2015-FOMENTA-O-SETOR-COM-NOVIDADES-E-TENDENCIAS-EM-AUTOMACAO/

Revista Segurança Inteligente: http://www.abese.org.br/revistasegurancainteligente/PDF/midia-kit-Revista-SI-2014.pdf, acessado no dia 29/08/2016 às 18:32.

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Segurança Pública

A notícia veiculada dia 22 de abril de 2016, sobre o tiroteio e morte por Policiais Militares do estado do Rio Grande do Sul, em frente do Hospital Cristo Redentor em Porto Alegre, geraram uma série de sentimentos e expressões contra e a favor, sobre a forma de reação dos Policiais.
Por que há infratores, crimes, bandidos, traficantes? Quais as causas da violência, tráfico de drogas e armas? O que deve ser feito para termos mais segurança?
Estamos vivendo uma época de descaso do Poder Público frente as necessidades de segurança que urgem na sociedade, estando aquém das necessidades de segurança da população, onde para eles as vítimas, são apenas um número nas estatísticas, e envio de condolências à família que foram as “vítimas” dos “bandidos”.
Por um lado, o policial que além de trabalhar para o seu sustento e de sua família, sai todos os dias para contribuir na segurança de outras pessoas na sociedade, colocando em risco a sua própria vida, a favor de outras, de nós. Há policiais corruptos? Respondo fazendo uma pergunta de retórica: Há empresários, políticos, pessoas comuns, etc. desonestas, corruptas? Então não podemos generalizar, cada caso é um caso.
Vamos tratar do assunto em questão, a “INsegurança Pública”, qual a causa? O que leva os Policiais a agirem com brutalidade, condenando e aplicando a punição?
Uma situação é quando estamos na calmaria a pensar e julgar, outra é estar no meio, onde segundos são fatais para decidir entre viver e morrer, omitir ou agir, segundos para decidir o que fazer e o que não fazer; sim, foram treinados e escolheram a profissão, uma profissão de risco de vida, uma profissão que pelos seus atos, estão muito mais expostos ao julgamento pela sociedade.
O outro lado é que são sabedores dos direitos humanos, aprenderam o significado de um Estado Democrático de Direito, e que não lhes compete o julgamento tampouco atos punitivos, como a extinção de uma vida humana, para isso temos um Poder Judiciário, que tem competência para o julgamento e a ressocialização.
Vamos a fato da criminalidade, o que leva o ser humano que pensa, a entrar no mundo do crime, e não se importar com as consequências? Nas Ciências Criminais encontramos estudos sobre a compreensão da violência, dos conflitos na sociedade. A Criminologia enquanto ciência tem como objeto de estudo, o homem, o crime, o criminoso, e os fatores criminógenos e os mecanismos de controle social. Compreender as múltiplas dimensões da violência tem sido uma ciência.
Temos alguns grupos de causas como as econômicas, sociais, políticas, religiosas, psicológicas. E dentro destes grupos podemos citar vários subgrupos, como a desigualdade social, pobreza, desemprego, tráfico de drogas, preconceitos, exploração sexual, falta de políticas de educação, cultura, saúde, emprego, moradia, violência contra mulher, corrupção na política, desestruturação da família, vícios, pobreza, má distribuição renda, ameaças, vulnerabilidade da mulher, de crianças, o crescimento acelerado de cidades, planejamento urbano, o meio em que vivem, as influências, as escolhas, são fatores que sozinhos ou combinados levam o indivíduo a praticar os crimes.
De um lado a população que necessita de segurança, do outro os criminosos, e do outro lado o governo com suas políticas de segurança e os seus mecanismos de controle.
A segurança é um elo da cadeia na sociedade, onde outros fatores precisam ser considerados, como as políticas sociais e econômicas. As políticas de segurança dependem das sociais e econômicas; de nada adianta investir somente na repressão ao crime como consequência, se as causas não são tratadas de forma eficaz. Temos falta de investimentos em contingente, treinamento e equipamentos para a preservação da ordem pública, os baixos salários destes profissionais que não raro precisam ter um segundo emprego para poderem se sustentar, e dar melhores condições as suas famílias, bem como falta de investimentos em políticas sociais, como saúde, emprego e moradia, como os que já citei. Vamos considerar uma família que vive na periferia de uma cidade cujo pai e mãe trabalham, e geralmente o trabalho em grandes cidades é longe, tendo que acordar cedo, umas 4 ou 5 horas da manhã e retornam somente as 22 horas, e tem filhos pequenos, que não tem onde deixar, pois não há creches o suficiente. Estes menores ficam com outras crianças, e crescem sob a influência da comunidade na sua volta, vulneráveis, e a “mercê” da criminalidade. Qual o sentimento de uma criança que nasce neste meio, com seus pais tendo que trabalhar tanto, para pouco terem, simplesmente sobreviver, veem sua mãe doente, com dor, e sem assistência médica? Sim, mágoa, ressentimento, se perguntam se a vida vale a pena, e assim por diante.
Sugiro você assistir o documentário: NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR, e em menos de uma hora você terá um maior e mais amplo entendimento sobre a VIOLÊNCIA no Brasil. Documentário sob a direção de Kátia Lund e João Moreira Salles: https://www.youtube.com/watch?v=EAMIhC0klRo
Este artigo eu escrevi, não com o objetivo de que a mensagem seja negativa, que não há “salvação”, sou como um amigo meu em que certa vez que perguntei: “você não se cansa deste povo”? Ele então respondeu: “Sou um entusiasta, eu acredito nas pessoas”. A leitura, o conhecimento é que nos faz entender melhor os processos, e com a sabedoria é que mudamos, e mudando a nós mudamos o mundo.
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Tratamento dos Riscos

Uma vez claramente identificados os riscos, e analisado as probabilidades de ocorrerem, e os seus impactos – prejuízos, caso ocorram, é hora iniciarmos a fase de tratamento dos riscos, ou seja, a realização de um plano para a implantação de mitigadores dos riscos, com os devidos prazos e responsáveis, bem como os valores dos investimentos.
O tratamento dos riscos é o estudo da influência dos mitigadores que podem ser implantados cuja consequência será a diminuição da probabilidade de o risco ocorrer, e se ocorrer que o impacto seja o menor possível.
A ferramenta da qualidade amplamente utilizada em gestão é a 5W e 2H, e é ela que utilizamos nesta fase deste processo. Através desta ferramenta, podemos deixar de forma de clara e objetiva todas as fases, para que possamos acompanhar a implantação como os prazos e os responsáveis.
Nela descrevemos:
  • O que será feito – What
  • Como será feito – How
  • Por que será feito – Why
  • Onde será feito, qual o local – Where
  • Quando cada uma das etapas será feita – When
  • Quem será o responsável por cada etapa – Who
  • Quanto custa o investimento de cada fase – How Much
    1Exemplo:
    2
    Alguns exemplos de Tratamento de Riscos que podem ser realizados:

    3

    Lembre-se que os mitigadores são aqueles que identificamos que estavam faltando no início do estudo, lá na Matriz de Hishikawa – Causa Efeito – Espinha de Peixe, quando estudamos a identificação dos Fatores de Riscos. Aqui citamos eles como “remédios” para o nosso problema: OS RISCOS QUE IDENTIFICAMOS.
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Análise dos Riscos

Na administração moderna, analisar os riscos que podem afetar os negócios de uma empresa são fundamentais para o sucesso. O negócio não pode ser “pego” de surpresa por um risco não calculado, como bem disse Willian Edwards Deming:
“Não se gerencia o que não se mede,
não se mede o que não se define,
não se define o que não se entende,
e não há sucesso no que não se gerencia”
Assim administrando, precisamos analisar os riscos, quantificando a probabilidade de ele ocorrer, e se ocorrendo, quais serão os impactos – perdas. E falando em gerenciamento de riscos corporativos chegamos ao grande mestre Dr. Antônio Celso Ribeiro Brasiliano, que oferece os melhores conceitos neste assunto e, é sobre seu método que apresento algumas considerações.
Uma vez identificados quais são os riscos que podem colocar em exposição os objetivos de uma empresa, o próximo passo é analisar a probabilidade de eles virem a ocorrer e se ocorrerem, quais os impactos, ou prejuízos que poderão causar.
Existem alguns critérios que devem ser levados em conta para analisarmos a Probabilidade de o risco ocorrer, são elas: o método objetivo e o método subjetivo. O método objetivo ou quantitativo é aquele em que quantificamos as perdas que já ocorreram calculando matematicamente a linha de tendência. O método subjetivo ou qualitativo, é aquele em que avaliamos os riscos, e os mitigadores já implantados, e aqueles a serem implantados, bem como os riscos futuros, que poderão ocorrer.
O melhor método de Análise de Riscos é o Método Brasiliano, com as mais práticas ferramentas, e por apresentar uma forma moderna do gestor de riscos poder acompanhar a evolução dos perigos; a probabilidade e o impacto.
O Método Brasiliano de Análise de Riscos possui as seguintes fases:
  1. Identificação dos Fatores de Riscos
  2. Identificação dos Fatores de Riscos Motrizes
  3. Determinação do Grau de Probabilidade
  4. Determinação da Relevância do Impacto
  5. Elaboração da Matriz de Vulnerabilidade
O Método Brasiliano apresenta uma matriz de suportabilidade, onde o gestor poderá facilmente tomar decisões quanto aos investimentos para reduzir as probabilidades de acordo com o apetite à riscos da organização.
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Drogadição

Segundo a Pesquisa Nacional sobre o uso de crack: quem são os usuários de crack e/ou similares do Brasil? Quantos são nas capitais brasileiras, organizado por Francisco Inácio Bastos, Neilane Bertoni, publicado pela Editora ICICT/FIOCRUZ, revela dados impressionantes sobre a drogadição e o perfil de seus usuários.
O perfil dos usuários de crack apresentados nesta pesquisa, são em sua maioria, homens, jovens, com pouca escolaridade e vivendo em situação de rua, e que não tem emprego ou renda fixa. Isso demonstra que este é o perfil do grupo de risco/vulnerabilidade social no Brasil.
Uma informação muito curiosa e diferente do que a mídia veicula, é o tempo de uso destes usuários, bem como o desejo relatado pela maioria dos usuários de desejarem um tratamento para dependência química.
Este estudo tem demonstrado claramente o tipo de grupo que está vulnerável, onde percebemos que estes podem estar associados ao perfil bio-psicológico, onde o tempo e o espaço são uma constante/inerte da evolução da humanidade, e dentro do fator social em que o sujeito está inserido há influências direta da família, e da sociedade. Famílias independentes do tipo estrutural familiar ou sua concepção, com forte perfil de desagregação e conflito, podem contribuir para o consumo e se tornarem dependentes químicos. A sociedade/estado por não conseguir resolver os problemas inerentes à degradação urbana, assiste à procura destes por soluções próprias para os seus problemas, aumentando a polarização entre pobres e ricos, consumidores/não consumidores de drogas ilícitas.
Teorias sobre as causas – Tanto a Teoria Ecológica quanto a Teoria Espacial contribuem para a explicação da segregação social como fator de influência na drogadição. O crescimento desordenado das cidades, como narra o escritor Teixeira sobre alguns motivos, descrevendo o desencantamento pelo mundo, a perda das grandes narrativas, os problemas em relação ao Nome-do-Pai, o capitalismo exacerbado, a desestruturação da família. Além disso, a falta de comprometimento nas políticas públicas sociais, como de educação, de saúde, de segurança, de cultura e de desenvolvimento, ocasionaram a polarização social. Os efeitos foram a inclusão em grupos que de certa forma proporcionam estas condições básicas de sobrevivência do ser humano, bem como de aceitação nestes grupos inseridos, entre estes estão os grupos traficantes que lhes oferecem uma certa ajuda, com a troca de favores como o silêncio e ajuda em esconder os ilícitos, bem como de outros grupos compostos por fatores multifatoriais.
R. Merton na sua Teoria da Anomalia também destaca esta dicotomia com as estruturas da sociedade, que não conseguir uma equidade, e como consequência traz a frustração.
Durkheim afirma na sua Teoria da Anomalia que as falhas da sociedade por não cumprirem suas missões são causas das consequências à desagregação da sociedade ameaçando-a.
As Teorias tentam explicar as fontes causadoras do crime e consumo de drogas ilícitas, no entanto conforme Eduardo Didonet Teixeira comentou: “o sistema de combate a drogas é profundamente influenciado por ideologias hegemônicas, seja do ponto de vista econômico, seja do ponto de vista geopolítica.”
Referências:
BASTOS, Francisco Inácio. BERTONI, Neilane. Pesquisa Nacional sobre o uso de crack: quem são os usuários de crack e/ou similares do Brasil? Quantos são nas capitais brasileiras? Rio de Janeiro: Editora ICICT/FIOCRUZ, 2014.
http://www.icict.fiocruz.br/sites/www.icict.fiocruz.br/files/Pesquisa%20Nacional%20sobre%20o%20Uso%20de%20Crack.pdf. Acessado em 14/10/2015.
MOLINA, Antônio Garcia-Pablos. GOMES, Luiz Flávio. Criminologia Introdução e seus fundamentos teóricos. 7. Ed. Reformulada, Atualizada e Ampliada. São Paulo: Editora Revistas dos Tribunais.
TEIXEIRA, Eduardo Didonet. Toxicologia e Segurança Pública: Livro didático. 2° Edição – Palhoça: Unisul Virtual.
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