SEGURANÇA PÚBLICA – Rio Grande do Sul

No estado do Rio Grande do Sul, os delitos têm aumentado principalmente nos últimos cinco anos, furtos e extorsão tem sido os únicos a diminuírem, os demais como roubo, furto e roubo de veículo, homicídios, tráfico, homicídio doloso, tem aumentado, segundo os índices da Secretaria de Segurança Pública.

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Fonte: SSP – RS

O governo do estado do Rio Grande do Sul solicitou apoio da Força Nacional de Segurança após a crescente onda de homicídios, e o secretário de segurança pública do Rio Grande do Sul Wantuir Jacini, pediu exoneração no dia 25 de agosto último após uma mulher ter sido morta a tiros em frente a uma escola, no bairro Higienópolis, na Zona Norte de Porto Alegre. Segundo a Agência Brasil EBC afirmou que segundo os estudos “nos últimos cinco anos, a incidência de roubo de cargas no Brasil aumentou 48%, com um prejuízo acumulado de R$ 5 bilhões”.

Estes aumentos crescentes de perdas/prejuízos para as empresas, tem contribuído para aumento nas proteções físicas e patrimoniais, segundo a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transportes de Valores, o faturamento nominal do setor de segurança privada aumentou de 7 Bilhões em 2002 para 50 bilhões em 2015 Estimativa, devido a pesquisa ser de 2014), já a Associação das Indústrias de Segurança no Brasil (SIA), anunciou que o setor cresce, em média, 20% ao ano, a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE, divulgou que o setor de segurança eletrônica movimenta mais de R$ 4 bilhões/ano no Brasil e cresce mais de 10% a cada ano. Estes dados vêm demonstrando claramente que devido aos prejuízos/perdas geradas pelos aumentos dos delitos, as empresas estão investindo cada vez mais na proteção de seus patrimônios: de pessoas e dos bens.

Fonte:

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/08/forca-nacional-chega-porto-alegre-para-reforcar-seguranca-publica.html

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/08/secretario-de-seguranca-do-rs-deixa-cargo-apos-mulher-ser-morta-tiros.html

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-08/roubo-de-cargas-aumenta-10-no-brasil-diz-pesquisa

IV Estudo do Setor da Segurança Privada da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transportes de Valores. Edição Junho de 2014.

http://www.iscbrasil.com.br/Multimidia/Releases/Releases-do-Evento/MERCADO-DE-SEGURANCA-CRESCE-20-AO-ANO-E-ISC-BRASIL-2015-FOMENTA-O-SETOR-COM-NOVIDADES-E-TENDENCIAS-EM-AUTOMACAO/

Revista Segurança Inteligente: http://www.abese.org.br/revistasegurancainteligente/PDF/midia-kit-Revista-SI-2014.pdf, acessado no dia 29/08/2016 às 18:32.

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Segurança Pública

A notícia veiculada dia 22 de abril de 2016, sobre o tiroteio e morte por Policiais Militares do estado do Rio Grande do Sul, em frente do Hospital Cristo Redentor em Porto Alegre, geraram uma série de sentimentos e expressões contra e a favor, sobre a forma de reação dos Policiais.
Por que há infratores, crimes, bandidos, traficantes? Quais as causas da violência, tráfico de drogas e armas? O que deve ser feito para termos mais segurança?
Estamos vivendo uma época de descaso do Poder Público frente as necessidades de segurança que urgem na sociedade, estando aquém das necessidades de segurança da população, onde para eles as vítimas, são apenas um número nas estatísticas, e envio de condolências à família que foram as “vítimas” dos “bandidos”.
Por um lado, o policial que além de trabalhar para o seu sustento e de sua família, sai todos os dias para contribuir na segurança de outras pessoas na sociedade, colocando em risco a sua própria vida, a favor de outras, de nós. Há policiais corruptos? Respondo fazendo uma pergunta de retórica: Há empresários, políticos, pessoas comuns, etc. desonestas, corruptas? Então não podemos generalizar, cada caso é um caso.
Vamos tratar do assunto em questão, a “INsegurança Pública”, qual a causa? O que leva os Policiais a agirem com brutalidade, condenando e aplicando a punição?
Uma situação é quando estamos na calmaria a pensar e julgar, outra é estar no meio, onde segundos são fatais para decidir entre viver e morrer, omitir ou agir, segundos para decidir o que fazer e o que não fazer; sim, foram treinados e escolheram a profissão, uma profissão de risco de vida, uma profissão que pelos seus atos, estão muito mais expostos ao julgamento pela sociedade.
O outro lado é que são sabedores dos direitos humanos, aprenderam o significado de um Estado Democrático de Direito, e que não lhes compete o julgamento tampouco atos punitivos, como a extinção de uma vida humana, para isso temos um Poder Judiciário, que tem competência para o julgamento e a ressocialização.
Vamos a fato da criminalidade, o que leva o ser humano que pensa, a entrar no mundo do crime, e não se importar com as consequências? Nas Ciências Criminais encontramos estudos sobre a compreensão da violência, dos conflitos na sociedade. A Criminologia enquanto ciência tem como objeto de estudo, o homem, o crime, o criminoso, e os fatores criminógenos e os mecanismos de controle social. Compreender as múltiplas dimensões da violência tem sido uma ciência.
Temos alguns grupos de causas como as econômicas, sociais, políticas, religiosas, psicológicas. E dentro destes grupos podemos citar vários subgrupos, como a desigualdade social, pobreza, desemprego, tráfico de drogas, preconceitos, exploração sexual, falta de políticas de educação, cultura, saúde, emprego, moradia, violência contra mulher, corrupção na política, desestruturação da família, vícios, pobreza, má distribuição renda, ameaças, vulnerabilidade da mulher, de crianças, o crescimento acelerado de cidades, planejamento urbano, o meio em que vivem, as influências, as escolhas, são fatores que sozinhos ou combinados levam o indivíduo a praticar os crimes.
De um lado a população que necessita de segurança, do outro os criminosos, e do outro lado o governo com suas políticas de segurança e os seus mecanismos de controle.
A segurança é um elo da cadeia na sociedade, onde outros fatores precisam ser considerados, como as políticas sociais e econômicas. As políticas de segurança dependem das sociais e econômicas; de nada adianta investir somente na repressão ao crime como consequência, se as causas não são tratadas de forma eficaz. Temos falta de investimentos em contingente, treinamento e equipamentos para a preservação da ordem pública, os baixos salários destes profissionais que não raro precisam ter um segundo emprego para poderem se sustentar, e dar melhores condições as suas famílias, bem como falta de investimentos em políticas sociais, como saúde, emprego e moradia, como os que já citei. Vamos considerar uma família que vive na periferia de uma cidade cujo pai e mãe trabalham, e geralmente o trabalho em grandes cidades é longe, tendo que acordar cedo, umas 4 ou 5 horas da manhã e retornam somente as 22 horas, e tem filhos pequenos, que não tem onde deixar, pois não há creches o suficiente. Estes menores ficam com outras crianças, e crescem sob a influência da comunidade na sua volta, vulneráveis, e a “mercê” da criminalidade. Qual o sentimento de uma criança que nasce neste meio, com seus pais tendo que trabalhar tanto, para pouco terem, simplesmente sobreviver, veem sua mãe doente, com dor, e sem assistência médica? Sim, mágoa, ressentimento, se perguntam se a vida vale a pena, e assim por diante.
Sugiro você assistir o documentário: NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR, e em menos de uma hora você terá um maior e mais amplo entendimento sobre a VIOLÊNCIA no Brasil. Documentário sob a direção de Kátia Lund e João Moreira Salles: https://www.youtube.com/watch?v=EAMIhC0klRo
Este artigo eu escrevi, não com o objetivo de que a mensagem seja negativa, que não há “salvação”, sou como um amigo meu em que certa vez que perguntei: “você não se cansa deste povo”? Ele então respondeu: “Sou um entusiasta, eu acredito nas pessoas”. A leitura, o conhecimento é que nos faz entender melhor os processos, e com a sabedoria é que mudamos, e mudando a nós mudamos o mundo.
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Tratamento dos Riscos

Uma vez claramente identificados os riscos, e analisado as probabilidades de ocorrerem, e os seus impactos – prejuízos, caso ocorram, é hora iniciarmos a fase de tratamento dos riscos, ou seja, a realização de um plano para a implantação de mitigadores dos riscos, com os devidos prazos e responsáveis, bem como os valores dos investimentos.
O tratamento dos riscos é o estudo da influência dos mitigadores que podem ser implantados cuja consequência será a diminuição da probabilidade de o risco ocorrer, e se ocorrer que o impacto seja o menor possível.
A ferramenta da qualidade amplamente utilizada em gestão é a 5W e 2H, e é ela que utilizamos nesta fase deste processo. Através desta ferramenta, podemos deixar de forma de clara e objetiva todas as fases, para que possamos acompanhar a implantação como os prazos e os responsáveis.
Nela descrevemos:
  • O que será feito – What
  • Como será feito – How
  • Por que será feito – Why
  • Onde será feito, qual o local – Where
  • Quando cada uma das etapas será feita – When
  • Quem será o responsável por cada etapa – Who
  • Quanto custa o investimento de cada fase – How Much
    1Exemplo:
    2
    Alguns exemplos de Tratamento de Riscos que podem ser realizados:

    3

    Lembre-se que os mitigadores são aqueles que identificamos que estavam faltando no início do estudo, lá na Matriz de Hishikawa – Causa Efeito – Espinha de Peixe, quando estudamos a identificação dos Fatores de Riscos. Aqui citamos eles como “remédios” para o nosso problema: OS RISCOS QUE IDENTIFICAMOS.
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Análise dos Riscos

Na administração moderna, analisar os riscos que podem afetar os negócios de uma empresa são fundamentais para o sucesso. O negócio não pode ser “pego” de surpresa por um risco não calculado, como bem disse Willian Edwards Deming:
“Não se gerencia o que não se mede,
não se mede o que não se define,
não se define o que não se entende,
e não há sucesso no que não se gerencia”
Assim administrando, precisamos analisar os riscos, quantificando a probabilidade de ele ocorrer, e se ocorrendo, quais serão os impactos – perdas. E falando em gerenciamento de riscos corporativos chegamos ao grande mestre Dr. Antônio Celso Ribeiro Brasiliano, que oferece os melhores conceitos neste assunto e, é sobre seu método que apresento algumas considerações.
Uma vez identificados quais são os riscos que podem colocar em exposição os objetivos de uma empresa, o próximo passo é analisar a probabilidade de eles virem a ocorrer e se ocorrerem, quais os impactos, ou prejuízos que poderão causar.
Existem alguns critérios que devem ser levados em conta para analisarmos a Probabilidade de o risco ocorrer, são elas: o método objetivo e o método subjetivo. O método objetivo ou quantitativo é aquele em que quantificamos as perdas que já ocorreram calculando matematicamente a linha de tendência. O método subjetivo ou qualitativo, é aquele em que avaliamos os riscos, e os mitigadores já implantados, e aqueles a serem implantados, bem como os riscos futuros, que poderão ocorrer.
O melhor método de Análise de Riscos é o Método Brasiliano, com as mais práticas ferramentas, e por apresentar uma forma moderna do gestor de riscos poder acompanhar a evolução dos perigos; a probabilidade e o impacto.
O Método Brasiliano de Análise de Riscos possui as seguintes fases:
  1. Identificação dos Fatores de Riscos
  2. Identificação dos Fatores de Riscos Motrizes
  3. Determinação do Grau de Probabilidade
  4. Determinação da Relevância do Impacto
  5. Elaboração da Matriz de Vulnerabilidade
O Método Brasiliano apresenta uma matriz de suportabilidade, onde o gestor poderá facilmente tomar decisões quanto aos investimentos para reduzir as probabilidades de acordo com o apetite à riscos da organização.
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Drogadição

Segundo a Pesquisa Nacional sobre o uso de crack: quem são os usuários de crack e/ou similares do Brasil? Quantos são nas capitais brasileiras, organizado por Francisco Inácio Bastos, Neilane Bertoni, publicado pela Editora ICICT/FIOCRUZ, revela dados impressionantes sobre a drogadição e o perfil de seus usuários.
O perfil dos usuários de crack apresentados nesta pesquisa, são em sua maioria, homens, jovens, com pouca escolaridade e vivendo em situação de rua, e que não tem emprego ou renda fixa. Isso demonstra que este é o perfil do grupo de risco/vulnerabilidade social no Brasil.
Uma informação muito curiosa e diferente do que a mídia veicula, é o tempo de uso destes usuários, bem como o desejo relatado pela maioria dos usuários de desejarem um tratamento para dependência química.
Este estudo tem demonstrado claramente o tipo de grupo que está vulnerável, onde percebemos que estes podem estar associados ao perfil bio-psicológico, onde o tempo e o espaço são uma constante/inerte da evolução da humanidade, e dentro do fator social em que o sujeito está inserido há influências direta da família, e da sociedade. Famílias independentes do tipo estrutural familiar ou sua concepção, com forte perfil de desagregação e conflito, podem contribuir para o consumo e se tornarem dependentes químicos. A sociedade/estado por não conseguir resolver os problemas inerentes à degradação urbana, assiste à procura destes por soluções próprias para os seus problemas, aumentando a polarização entre pobres e ricos, consumidores/não consumidores de drogas ilícitas.
Teorias sobre as causas – Tanto a Teoria Ecológica quanto a Teoria Espacial contribuem para a explicação da segregação social como fator de influência na drogadição. O crescimento desordenado das cidades, como narra o escritor Teixeira sobre alguns motivos, descrevendo o desencantamento pelo mundo, a perda das grandes narrativas, os problemas em relação ao Nome-do-Pai, o capitalismo exacerbado, a desestruturação da família. Além disso, a falta de comprometimento nas políticas públicas sociais, como de educação, de saúde, de segurança, de cultura e de desenvolvimento, ocasionaram a polarização social. Os efeitos foram a inclusão em grupos que de certa forma proporcionam estas condições básicas de sobrevivência do ser humano, bem como de aceitação nestes grupos inseridos, entre estes estão os grupos traficantes que lhes oferecem uma certa ajuda, com a troca de favores como o silêncio e ajuda em esconder os ilícitos, bem como de outros grupos compostos por fatores multifatoriais.
R. Merton na sua Teoria da Anomalia também destaca esta dicotomia com as estruturas da sociedade, que não conseguir uma equidade, e como consequência traz a frustração.
Durkheim afirma na sua Teoria da Anomalia que as falhas da sociedade por não cumprirem suas missões são causas das consequências à desagregação da sociedade ameaçando-a.
As Teorias tentam explicar as fontes causadoras do crime e consumo de drogas ilícitas, no entanto conforme Eduardo Didonet Teixeira comentou: “o sistema de combate a drogas é profundamente influenciado por ideologias hegemônicas, seja do ponto de vista econômico, seja do ponto de vista geopolítica.”
Referências:
BASTOS, Francisco Inácio. BERTONI, Neilane. Pesquisa Nacional sobre o uso de crack: quem são os usuários de crack e/ou similares do Brasil? Quantos são nas capitais brasileiras? Rio de Janeiro: Editora ICICT/FIOCRUZ, 2014.
http://www.icict.fiocruz.br/sites/www.icict.fiocruz.br/files/Pesquisa%20Nacional%20sobre%20o%20Uso%20de%20Crack.pdf. Acessado em 14/10/2015.
MOLINA, Antônio Garcia-Pablos. GOMES, Luiz Flávio. Criminologia Introdução e seus fundamentos teóricos. 7. Ed. Reformulada, Atualizada e Ampliada. São Paulo: Editora Revistas dos Tribunais.
TEIXEIRA, Eduardo Didonet. Toxicologia e Segurança Pública: Livro didático. 2° Edição – Palhoça: Unisul Virtual.
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Identificação de Riscos

O processo de identificação dos riscos é aquele que tem como objetivo, identificar eventos que podem estar colocando em exposição os processos em uma organização resultando em perdas.
Uma ferramenta muita utilizada neste processo é o “brainstorm” (Tempestade de Ideias), realizada em uma reunião com todos os envolvidos nos processos de uma empresa, pois são estes que conhecem e executam os processos. Esta reunião deve ser bem preparada, de forma que todos os integrantes se sintam à vontade em opinar, deixando bem claro desde o começo que todas as ideias serão consideradas, mesmo aquelas que aparentemente pode parecer absurdas. Aqui nos surpreendemos como o pessoal envolvido traz à tona riscos que muitas vezes passam despercebidos. Esta reunião deve ser realizada em no máximo uma hora, pois após isso, não se terá proveito, serão apenas meras divagações que não levam a lugar nenhum, ou seja, estipular hora para início e fim da reunião.
A natureza dos riscos pode ser classificada em riscos estratégicos, operacionais, financeiro, legal ou compliance, de crédito, ambiental, etc.
Conhecer o contexto de uma organização e identificar os riscos são os primeiros passos e fundamentais para a eliminação dos riscos. É através do conhecimento do problema que iniciará a segunda fase, a avaliação, análise e tratamento dos riscos. Estes assuntos abordarei nas edições posteriores. Até breve.
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É preciso entender o contexto

A primeira competência do profissional da área de Prevenção de Perdas e Gestão da Segurança Patrimonial é conhecer a gestão de riscos, com as práticas e metodologias, e o negócio do cliente, que envolve entender o contexto. Contexto são as particularidades, a singularidade daquela empresa. Esse é o ponto e talvez o termo mais apropriado na atualidade: a singularidade.
Pode existir várias empresas no mesmo segmento, todas podem estar bem no mercado, uma um pouco melhor que as outras, uma pequena variação, enfim, são praticamente todas viáveis, mas o que as torna diferente, são o seu contexto que a torna singular.
Para isso, devemos entender as diretrizes da empresa, os princípios que a norteia, sua política de segurança, seu código de ética, bem como o ambiente interno, seus clientes e fornecedores, seus parceiros de negócios e a estrutura organizacional. Entendendo este contexto, podemos iniciar o estudo de gerenciamento de riscos.
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Foco no negócio

Um homem estava viajando por uma estrada e, em certo trecho da viagem, encontrou um pastor com um grande rebanho de ovelhas. Parou o carro e abordou o pastor:
“Se eu adivinhar quantas ovelhas tem o seu rebanho, o senhor me dá uma ovelha?” O pastor esboçou uma expressão de curiosidade e isso foi o bastante para ele pôr mãos à obra. Abriu o laptop, olhou para o rebanho, fez uns cálculos e disse: “O senhor tem 1.680 ovelhas.” “Está certo, pode levar a ovelha”, respondeu o pastor, um tanto desconcertado. Quando ele ia saindo com a ovelha, o pastor chamou e lhe disse: “Se eu adivinhar a sua profissão você me devolve a ovelha?” “Claro”, respondeu ele, surpreso. “Você é consultor. Primeiro, porque eu não o chamei para vir aqui. Segundo, você cobrou para me dizer uma coisa que eu já sabia. Terceiro, você mostrou que não entende do meu negócio. Então, por favor, devolva o meu cachorro.”
Estas piadas que encontramos na internet, servem para demonstrar o quanto o consultor precisa entender do negócio do cliente, não basta apenas conhecer a área de gerenciamento de riscos, o framework da ISO 31.000, se não conhecer o negócio do cliente. Deverá estudar o segmento do mercado do ramo de atividade a ser trabalhada, conhecer o negócio, a concorrência, o que a torna diferente, pontos fortes e fracos, quem são os seus fornecedores e parceiros de negócio, oportunidades de mercado, o ambiente interno, aquele formado pelas pessoas.
O consultor ou assessor precisa estudar a fundo o negócio do cliente, precisa ter conhecimento de causa, para depois disso, iniciar o seu trabalho.
Na área de gerenciamento de riscos, é inadmissível não conhecer os dados e estatísticas atualizadas do setor, isso é o mínimo para iniciar o trabalho, o cliente não pode perder tempo ensinando o seu negócio, mas além disso, no mínimo temos que saber diferenciar um “poodle” de uma “ovelha”.
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Ambiente Interno e Externo

Parte do trabalho de prevenção de perdas, consiste na identificação, análise, avaliação e tratamento dos riscos, podendo ir mais longe como rodar o PDCA incluindo a reavaliação dos processos e estabelecer novos critérios e controles. No entanto, percebemos que é realizado o trabalho de estabelecer os mitigadores de um risco e quando há uma perda, a análise e avaliação realizadas pelo profissional passa ser confundida com a causa, o que tudo indica que o mitigador falhou, na verdade foi uma consequência da dinâmica do crime que alterou, como no ambiente interno ou externo.
Desta forma o profissional precisa entender o contexto e rapidamente, aprimorar ou alterar os mitigadores; ou seja; como um barco à vela que com as constantes mudanças de direção do vento, ele precisa estar redirecionando a posição das velas, para melhor aproveitamento da direção da corrente do ar, para poder manter a direção correta e chegar ao seu objetivo, que é o destino à qual se desloca.
O contexto neste caso são as mudanças dentro da organização, desde alterações de estratégias pela diretoria ou conselho de administração e acionistas, até as alterações físicas num determinado setor. É preciso estar atento as mudanças no ambiente interno, novas políticas do Departamento Pessoal ou até mesmo a alteração do quadro de empregados deste setor, ou de cargos de gestores, podem comprometer a satisfação /motivação da equipe.
O ambiente externo pode alterar rapidamente, como por exemplo, pode acontecer quando uma empresa é nova num determinado local, a comunidade estava acostumada, com o local sendo uma área de lazer, se a empresa não adotar uma política de responsabilidade social, é muito provável que os problemas na área de segurança vão se agravando mês a mês. Os mitigadores que funcionaram este semestre, não serão os mesmos do semestre seguinte. Se teve uma ocorrência com perdas, pergunte-se se o erro foi o mitigador que falhou, ou foi o ambiente interno e externo que alterou e não foi identificado, de forma que os mitigadores precisassem ser readequados. A falha também ocorre com a falta de planejamento na identificação dos riscos no sentido de prever o aumento de ocorrências no início de uma empresa, e estabelecer um planejamento com mitigadores prevendo este aumento, para depois uma manutenção dos mesmos.
Então, uma ocorrência com perdas, cujo mitigador “falhou” pode ser muito além da falha do mitigador, poderá ser uma ameaça muito mais grave com consequências enormes. De nada adianta alinhar este mitigador se não for realizado novamente um estudo para identificar as CAUSAS, e não apenas os MITIGADORES, é como confundir REMÉDIO com DOENÇA, são coisas distintas que merecem a atenção e discernimento do profissional. Não adianta saber simplesmente se o ácido acetilsalicílico, foi ministrado com o a quantidade certa, ou se foi ministrada na hora certa, se o problema da dor de cabeça for consequência de um dia agitado, ou se a causa real é um tumor na cabeça.
Entender o contexto e estar frequentemente alinhando a Gestão de Riscos é essencial para o sucesso e evitar perdas.
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